19/02/2018

Autora de Saintia Shô desabafa sobre scans não oficiais de mangás que circulam na internet!

Chimaki Kuori, mangaká de Saintia Shô, fez um desabafo em sua conta oficial no Twitter () sobre a digitalização, não apenas de sua obra, mas de todos os mangás no geral.

"Entendemos que Saint Seiya é apoiada por muitos fãs estrangeiros. E, sempre quando possível, todos querem aproveitar da franquia de forma simultânea. Mas agora, é impossível. 
Algumas pessoas espalham scans na Internet sem se sentirem culpadas. Geralmente isso acaba criando conflitos e aborrecimentos desnecessários...

À medida que mais pessoas ignoram as regras, elas aceleram a falência do mercado de mangás que logo poderá ser destruído. Atualmente, este também é um grande problema no Japão (e não se limita apenas a Saint Seiya). E será necessário um longo tempo para resolver este problema. Então eu acho... que o primeiro passo é uma compreensão por parte das pessoas.

Muito obrigada pelo seu apoio do exterior. Obrigada por ouvir meu pobre inglês. Tenho esperanças que possamos resolver este problema juntos, para assegurar o mercado de mangás. Para poder transferir "Saint Seiya" para a próxima geração."  Desabafou Kuori



 Realmente, digitalizar todas as páginas da obra e jogar na rede prejudica drasticamente o mercado de mangás, e o principal causador dessa decaída são os chamados Scanlator, grupo responsável por fazer escaneamento, tradução e edição não oficiais de mangás para outras línguas.

Lembrando que a Editora JBC através de seu quadro de noticias do Youtube intitulado Henshin Online se pronunciou alguns meses atrás a respeito da pirataria de mangás no Brasil.

Cassius Medauar, gerente de conteúdo da JBC revelou que a editora recebeu diversas denuncias de leitores sobre as scans.
“A JBC recentemente recebeu denuncias e notificações de alguns leitores sobre umas scans que estavam ‘diferentes’ do normal, e com isso a JBC tem que tomar alguma atitude. A JBC licencia esses produtos no Brasil, sendo assim responsável por cuidar e prestar contas com os proprietários desses produtos.”  Cassius  ainda revelou que a pirataria é umas das coisas que mais atrapalham as negociações com o Japão: “Eles se preocupam muito com a pirataria, não só no Brasil mas no mundo também. Eles se preocupam muito em proteger o que é deles.”  Completou Medauar.

De fato vivemos em uma realidade onde as pessoas se conformam mais em baixar conteúdo não licenciado pela internet, invés de adquirir os mangás e animes de forma oficial, mesmo quando os preços estão em conta. E, especificando o Brasil, isso é o que impede que tantos outros produtos sejam lançados por aqui.

4 comentários:

  1. Lançar simultaneamente em todo mundo por 1 dólar a edição pode ajudar.

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  2. Uma das razões disso acontecer são os altos preços e outras falhas como demora nos lançamentos. Eu fiz a assinatura do mangá Santia Sho até a edição 09 e me sinto muito arrependido porque sempre recebo os mangás no mínimo uma semana depois de ser lançado nas bancas.

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  3. Sem hipocrisia aqui. Todos os mangás que li através de scan e gostei, eu comprei depois. E se não gostei, não voltei a ler, nem no scan e muito menos comprando a edição física. Relativamente eu perco mais ao comprar uma edição que não gostei e ter que passa-la pra frente por 1/3 do valor de capa do que a editora quando eu leio o scan e compro a edição física.
    Dizer que scans aceleram a falência do mercado de mangás é um tanto quanto exagerado. Se fosse assim todas as editoras teriam recuado no mercado, assim como as gravadoras e seus CDs. Sabemos que não é isso que acontece, mas eles tem que fazer seu lobby, se fazerem de coitados. Deveriam fazer o mesmo que fazem com Ep.G. Assassin: publica grátis e depois lança encadernado.
    Ah! E se você participou de fóruns de CDZ há mais de 10 anos atrás, com certeza leu muito scan e viu muito episódio baixado ilegalmente pela net, pois era esse o combustível para manter os assuntos em dia, o fórum ativo e os fãs discutindo e batendo boca.

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  4. Eu entendo isto mais como uma divulgação que propriamente um desfalque. Raramente alguém investe em algo apenas por curiosidade, compra aquilo que gosta e conhece. Ter lido, não impede de comprar as edições. Se nãio fosse assim estas edições de luxo que estão sendo publicadas não estariam com grande aceitação e sucesso.

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