22/04/2017

Aconteceu nesta última semana, de 13 a 16 de abril, no Centro de Convenções de Pernambuco, a primeira edição da Comic Con Experience Tour, dos mesmos realizadores da edição paulista do evento (Omelete Group, Chiaroscuro Studios e Piziitoys).

A CCXP Tour contou com dezenas de estandes, dois auditórios com capacidade para 2.400 e 400 pessoas, mais de 180 quadrinistas e ilustradores, além de vários convidados ilustres.
Os administradores do Saint Seiya Alfa, Jhonny Mantovani e Will Dávila, tiveram a oportunidade de conferir como foram os quatro dias do evento.


"A Comic Con, como o próprio nome já diz, é uma convenção de quadrinistas, porém as maiores Comic Cons do mundo reúnem um quadro muito maior de artistas, que incluem animadores, dubladores, atores, cantores, diretores, e etc. A Comic Con Experience, a convenção brasileira de quadrinistas inspirada na versão norte americana, foi realizada pela primeira vez em São Paulo em 2014, e desde então vem ocorrendo anualmente na capital paulista no mês de dezembro. A Comic Con Experience Tour Nordeste, foi uma aposta feita pelos responsáveis do evento em São Paulo, com o apoio do governo de Pernambuco, o estado escolhido para sediar a primeira edição "Tour" da convenção.
A CCXP Tour, como foi chamada popularmente, foi criada com o intuito de trazer aos fãs que moram mais distantes de São Paulo, a oportunidade de participar desta, que é uma das maiores convenções de quadrinistas do mundo (em 2016, a Comic Con Experience recebeu 196 mil pessoas, se colocando como uma das 3 maiores Comic Cons do mundo).

Contando com design próprio, presença de estandes de grandes estúdios, e artistas de diversas áreas, foi investido na CCXP Tour Nordeste o mesmo valor gasto na 1° edição paulista em 2014, porém com um fator de sucesso: a experiencia. A experiencia que obtiveram na realização das três grandes edições anteriores, garantia que a CCXP Tour não cometesse os erros presentes na primeira edição, porém montar uma convenção tão grandiosa em um local completamente novo não isentava o evento de erros. E o primeiro erro foi nos mostrar de imediato, assim que chegamos ao local, que o evento trazia muito da Marvel e DC Comics, mas onde estava a cultura oriental? Nada de Dragon Ball, Sailor Moon ou Cavaleiros do Zodíaco. Apesar da Piziitoys (distribuidora oficial brasileira dos colecionáveis de Saint Seiya e uma das realizadoras da CCXP Tour) nos ter garantido que haveria colecionáveis de Cavaleiros do Zodíaco expostos, assim como foi em São Paulo, com exceção apenas das Armaduras de Ouro em tamanho real, a saga dos Cavaleiros de Atena assim como os demais animes tão populares no Brasil, foram completamente esquecidos. E no estande da Piziitoys havia apenas colecionáveis da Iron Studios, e a Bandai fez falta a muitos fãs otakus que se contentavam nas vitrines dos estandes onde estavam expostas algumas peças de Saint Seiya para venda. Não falo apenas de Cavaleiros do Zodíaco, mas muito do que era esperado pelos fãs, em relação a animes, não foi exposto e deu a entender que o evento acredita que fãs de animes e mangás existem apenas no Sudeste. Curiosamente até um segurança do próprio evento nos parou para perguntar se havia alguma loja de Cavaleiros do Zodíaco na CCXP Tour, e no decorrer do evento conversamos com outros fãs que procuravam mais opções de colecionáveis de Saint Seiya para adquirir. A cultura otaku está fortemente impregnada no publico que frequenta essas convenções, e este fato não deve ser ignorado pelo evento.
O estande da Piziitoys à parte, os demais estandes presentes trouxeram uma grande gama de mangás e algumas das mais recentes Cloth Myth EX e D.D. Panoramation lançadas no país. O destaque ficou por parte do estande da Editora JBC, que trouxe o trono da deusa Atena, juntamente com seu báculo, em tamanho real, onde os fãs puderam por alguns segundos ser a deusa da justiça, protetora da Terra, e posar para uma foto. Infelizmente o 3° volume do Kanzenban do mangá clássico de Saint Seiya não foi lançado no evento (o que deve ocorrer ainda este mês nas livrarias e lojas especializadas), no entanto o estande da JBC estava abarrotado com os dois primeiros volumes do Kanzenban, além de Saintia Shô e o artbook de Lost Canvas.
Quando o assunto é mangá, há uma regrinha que não é seguida por todos os estabelecimentos, me refiro ao preço de capa. Todo mangá vem com um preço já imprenso na capa, pelo qual é vendido, porém a loja Comix Book Shop, cujo estande estava na CCXP Tour, estava super faturando alguns mangás considerados raros pela própria loja (exemplo: vimos o volume 23 do Lost Canvas muito mais caro que o volume 6). Sendo assim encontramos muitos mangás das sagas Clássica, Lost Canvas, Lost Canvas Gaiden e Next Dimension custando R$ 99,99, e em alguns casos até mais que isso, cheguei a ver mangás por R$ 150,00. Alguns estavam com o preço de capa, e curiosamente encontrei um mangá da saga Lost Canvas Gaiden, com um preço de R$ 8,00 fixado a ele, e quando levei ao caixa a mulher me falou que custava os R$ 14,90 que estava impresso na capa, e aquele selo de R$ 8,00 "fora algum cliente inoportuno que havia colado no mangá". Dizendo isso ela arrancou o preço (R$ 8,00) e cobrou o preço original de capa. Esta experiencia foi um cúmulo e total falta de respeito. Já a loja Comic Hunter estava vendendo dezenas de mangás por R$ 8,00 cada, e lá compramos muitos dos que faltavam na nossa coleção (ao todo levamos 45 mangás e 1 HQ).

Fora as nossas expectativas em relação a Saint Seiya que não foram satisfeitas, devo dizer que a organização de todo o evento estava excelente, e sinceramente os parabenizo por isso. Nós fomos recebidos de braços abertos, contrariando muitas críticas que li sobre as edições anteriores da CCXP de São Paulo. Na entrada da bilheteria havia uma orquestra tocando o ritmo pernambucano mais popular, o frevo. Senti a falta de mais dubladores (fora convidado apenas Wendel Bezerra, o dublador brasileiro de Goku), e até cantores de aberturas de anime, havia um karaokê no estande da Netflix, porém nada que se comparasse a um show no meio do evento para torná-lo mais incrível. Em todos os quatro dias de evento conferi as filas nas entradas dedicadas ao publico, e após as aberturas dos portões, as vi fluir agilmente, o mesmo ocorreu nas filas na praça de alimentação e nas filas para fotos nos estandes, no entanto o sábado foi uma exceção. O dia em que o Centro de Convenções de Pernambuco esteve mais lotado durante a CCXP Tour foi no penúltimo dia, porém mesmo assim tudo fluiu perfeitamente bem, e víamos uma expressão de satisfação no rosto de cada pessoa presente no local. A experiencia pode chegar a um nível épico se você quiser viver o épico, há muitas opções para experimentar durante todos os quatro dias. Participamos do painel do Star Wars na sexta-feira, experimentamos um jogo baseado na cultura pernambucana onde controlávamos um Caboclo de Lança, participamos de uma oficina de storyboard no estande da OI. A culinária oferecida no local era bem diversificada. Com praças de alimentação espalhadas pelo evento, pudemos conferir o típico fast food americano (fritas e x-burger), além de pratos mais específicos que passavam pelas cozinhas japonesa, árabe e mexicana.
Os preços variavam como em qualquer evento, porém nada além do esperado, e admito que uma das melhores diversões dentro do evento é fazer compras. Voltar para casa com ao menos uma lembrança de seu filme favorito é bem satisfatório, porém garantimos que não é preciso gastar todo o dinheiro nos estandes para ter uma ótima experiencia, os brindes oferecidos por muitos estandes foram com certeza uma boa recordação da CCXP Tour para levar para casa, junto com o desejo de poder experimentar mais uma vez o quão épico é este evento.
Uma dica importante é se preparar para uma verdadeira jornada dentre cosplayers, estandes, um imenso público, muitas filas, e tudo mergulhado no clima mais geek possível. Não criar expectativas é essencial, e deletar da mente a ideia de que a Comic Con Experience é válida apenas com a presença do seu ator favorito, pois a alma, a essência do evento é o Artists Alley. Ouvi muito isso antes de ir ao evento, e confesso que me surpreendi. São dezenas de artistas dos mais talentosos, mostrando seus trabalhos, vendendo suas obras. É impossível passar pela área dedicada ao Artists Alley e não parar por alguns minutos para ver alguma arte que chamou a atenção, e desejar levá-la para casa. Acredito que a presença de artistas pernambucanos, deu um toque mais original a edição Tour, e valorizou muito o estado de Pernambuco.
O estande da prefeitura do Recife, um dos apoiadores da CCXP Tour, estava com uma área dedicada a robótica, algo que mereceu destaque e verdadeiramente me impressionou, além de trazer outras atividades como oficinas, palestras, Geekokê e GeekQuiz.

Senti que a organização do evento tentou vir com toda força, porém os estandes, em sua maioria paulistas, se mantiveram tímidos e faltou um pouco da criatividade que geralmente vemos na CCXP de São Paulo, tornando assim uma parte do evento um fraco eco da CCXP 2016. Não digo que a Comic Con Experience Tour Nordeste decepcionou, foi uma experiencia incrível, onde podemos além de tudo, conhecer muita gente bacana e presenciar muitos momentos únicos. Os fãs de comics, mangás, animes, filmes, os cosplayers e gamers, todos eles formam uma legião incrível, e a CCXP é o evento certo para reunir toda essa galera durante quatro dias incrivelmente épicos!"

Crítica por Will Dávila

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Era esperado no evento um público de 60 a 80 mil pessoas, no entanto o público atingido foi de pouco mais de 54 mil pessoas. Lembrando que a primeira edição brasileira, que ocorreu em São Paulo em 2014, contou com um público de 97 mil pessoas.

Haverá mais uma edição Tour? Algumas fontes nos relataram que a CCXP Tour seria realizada em algumas capitais do nordeste, para então se fixar em duas delas (Fortaleza e Recife), que seriam, segundo a fonte, as duas capitais com mais capacidade de sediar um evento deste porte. Porém outra fonte ligada diretamente a organização do evento declarou que em 2018 a CCXP Tour voltará a ser realizada em Recife. Não há nada oficial e os rumores que acercam a internet não são confiáveis, porém o que nos resta é esperar um pronunciamento dos realizadores do evento sobre o futuro da CCXP Tour. Algo que deve ocorrer em dezembro deste ano, durante a CCXP 2017 que ocorrerá no São Paulo Expo entre os dias 7 e 10.

Clique aqui e confira a galeria completa com dezenas de fotos que tiramos no decorrer dos quatro dias da Comic Con Experience Tour Nordeste!


P.S.: Em resposta a muitas pessoas que nos encontraram no Centro de Convenções de Pernambuco durante a CCXP Tour, e também nos questionaram através das redes sociais no decorrer desta semana, o Saint Seiya Alfa é sim um blog pernambucano de Cavaleiros do Zodíaco. Somos da Região Metropolitana do Recife (há exatos 14 quilômetros da capital). Infelizmente devido trabalho e faculdade, somos impedidos de participar de convenções e eventos em outros estados. O Saint Seiya Alfa é um blog pernambucano. Espero ter esclarecido a dúvida de vocês galera. - WD

11/04/2017

Foram divulgadas, através da Tamashii, as fotos finais do Cloth Myth da deusa Atena OCE (Original Color Edition - nas cores originais do mangá).
A figura será vendida com exclusividade no evento Tamashii Nations 10th Anniversary World Tour. O primeiro país a receber o evento foi o Brasil, durante a CCXP 2016, que ocorreu em São Paulo, porém os colecionáveis exclusivos do evento ainda não estavam a venda, e serão lançados apenas em sua próxima edição, que acontecerá em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, durante os dia 29 e 30 de Abril.
É a primeira vez será lançado o Cloth Myth de Atena com sua Armadura OCE, e o colecionável custará cerca de 12.000 ienes (aproximadamente R$ 330,26).

Confira as fotos:

O 1° capítulo do mangá Saintia Shô está disponível online através do site da Editora JBC. Se trata de um preview do mangá, que já se encontra no seu 3° volume. Lembrando a que já foram lançados 9 volumes no Japão.Saintia Shô se trata de um Spin-off da mangaká Chimaki Kuori, que foi lançado em 2013 no Japão, e chegou no Brasil através da Editora JBC em Outubro de 2016. O estúdio Toei Animation, responsável pelo anime da saga Clássica, está produzindo o anime de Saintia Shô, porém ainda não há data de lançamento.
Confira o preview de Saintia Shô clicando aqui.

A Editora JBC divulgou a capa completa do 3° volume da edição definitiva do mangá Clássico de Cavaleiros do Zodíaco, o Kanzenban.
Este novo volume, diferente dos dois primeiros, ganhou um tom verde, e trouxe o Cavaleiro de Bronze de Dragão estampado na capa.

Infelizmente, como divulgado no Henshin Online #111, este volume não estará disponível na Comic Con Experience Tour Nordeste, que acontece entre os dias 13 e 16 de abril no Centro de Convenções de Pernambuco. Vale ressaltar que a Editora JBC estará presente em um belíssimo estande, e com brindes para quem adquirir um dos dois primeiros volumes do Kanzenban de Saint Seiya, entre outros mangás (clique aqui e confira mais detalhes a respeito dos brindes que estão disponíveis no evento).

Confira a capa completa do Kanzenban 3 de Saint Seiya:

09/04/2017

01 | O que é Saintia Shô?
Com o término do mangá de Magumu Okada Episódio G (Episode.G), a editora japonesa Akita Shoten anunciou um novo mangá do universo de Os Cavaleiros do Zodíaco, a spin-off crioado pela mangaká japonesa Chimaki Kuori. A publicação começou em Setembro de 2013, na revista japonesa Champion Red e segue sendo publicada de forma mensal. No Brasil, a responsabilidade de lançamento ficou por conta da Editora JBC.
02 | O que são Saintias de Atena?
A série apresenta uma nova classe de guerreiras da deusa Atena, conhecidas como Saintia, que diferem das guerreiras que apareciam na obra de Masami Kurumada, chamadas de Amazonas. As Saintia são a guarda pessoal de proteção à Atena.
03 | Onde se encaixa a história de Saintia Shô na cronologia original da saga Clássica?
A história de Shoko de Equuleus se passa um pouco antes do início da "Guerra Galáctica", sendo assim, no mesmo período da história de Seiya e os demais Cavaleiros de Bronze. no mangá há trechos que aparecem os lendários Cavaleiros de Ouro e também os nossos amados Cavaleiros de Bronze.
04 | Saintia Shô tem anime?
"Saint Seiya: Saintia Shô" é originalmente um mangá escrito e ilustrado por Chimaki Kuori, porém em Dezembro de 2016 foi anunciado oficialmente o anime através da revista japonesa Champion Red. A Toei Animation será o estúdio responsável pela animação. Lembrando que o estúdio já foi responsável por outras adaptações animadas da série Saint Seiya, entre elas o clássico Cavaleiros do Zodíaco, Saint Seiya Omega e Soul of Gold.
05 | Saintia Shô é mangá apenas para meninas?
Não! Saintia Shô é uma história para ambos os gêneros. O mangá nos trás uma trama bem feita, com bastante lutas e um bom enredo, mostrando o verdadeiro poder daquelas escolhidas para a proteção da deusa da Terra, Atena. E em pleno século XXI ainda existem essas divisões de mangá/anime para meninos e para meninas? Há mangás Shounen (com personagens jovens masculinos) e Shoujo (com personagens jovens femininos), estilos estes que são definidos baseados nos protagonistas das histórias e não servem para definir quem possa ou não acompanhar a trama.
06 | Quem são melhores ou mais poderosos, Cavaleiros ou Saintias?
Devemos levar em consideração duas coisas: A primeira é que as guerreiras da classe de Saintias, ao contrário das Amazonas, não renunciaram a sua feminilidade, e devido a isso, não precisam usar máscaras. E a segunda, é que o Santuário de Atena não precisa apenas de homens para salvar o mundo e vencer uma guerra, afinal, a própria deusa Atena é uma mulher; a figura mais imponente e que sempre renasce como uma humana para lutar em defesa da Terra; a filha mais querida de Zeus, o senhor do Olimpo. Então se até Zeus prefere sua filha em vez de tantos outros filhos que ele tem, quem somos nós para acharmos que Cavaleiros são melhores do que Saintias?
07 | Shô é uma Saintia de Pégaso?
Definitivamente não! Shô nasceu sob a constelação de Equuleus (Cavalo Menor), mesmo tendo sua Armadura semelhante a de Pégaso, as duas Armaduras são totalmente distintas.
08 | Porque Chimaki Kuori fez uma história focado em meninas guerreiras?
Já estava na hora da franquia Saint Seiya (Cavaleiros do Zodíaco) mostrar o verdadeiro poder das mulheres guerreiras que habitam em seu universo. Mostrar que essas guerreiras não necessitam de um herói para sempre as salvarem em momentos críticos pois elas mesmo são as heroínas, usando todo o seu cosmo para salvar seus ideais.
09 | Quem são os vilões dessa trama criada por Chimaki Kuori?
As guerreiras lutam arduamente contra a maligna deusa da discórdia, Éris e suas Dríades, que habitam no templo da deusa na Terra, onde o verdadeiro corpo de Éris repousa em segurança sob uma redoma. Ao leste do Santuário existiu há muito tempo o Jardim do Éden, um paraíso na Terra. Depois que Adão e Eva foram expulsos deste paraíso ao caírem em tentação, o local se tornou desértico. Com a chegada de Éris, durante a história das Saintias, surgiu de uma árvore localizada no antigo Jardin do Éden, um templo, que foi crescendo ao longo de conflitos, espalhando sementes que corromperam os homens. Logo o próprio Jardin do Eden, tomado pelo mal, se tornou o templo da deusa da discórdia, chamado por ela mesma de Éden das Trevas, uma alusão ao paraíso que já existira naquele local, e que era considerado sagrado pelos homens no início dos tempos.
10 | Vale a pena ler?
Muito! Os personagens são muito carismáticos e fortes. O traço é extremamente lindo, a história incrivelmente boa, e uma trama de fácil entendimento. Saintia Shô marca uma nova era de batalhas épicas entre o bem e o mal, no constante dilema de o que é justo e o que realmente é o certo a se fazer. Shoko de Equuleus, ou simplesmente Shô, mostra o quanto as mulheres são capazes, e que para se tornar uma guerreira poderosa, não é preciso esconder sua feminilidade atrás de uma máscara.